Aprenda a transformar reclamação em ação e mude sua vida

*Notícia de: Portal Uol Mulher

Existem dias em que tudo parece dar errado: você derramou café na camisa escolhida para a reunião, o trânsito parece ainda mais caótico, um distraído bate na traseira do carro, o projeto em andamento é temporariamente suspenso, o computador trava, a diretora da escola chama para uma conversinha sobre o filho, o ser amado pede um tempo para pensar. Diante de tais tragédias cotidianas, não tem jeito: nada melhor do que xingar, soltar uns palavrões, descarregar no Facebook e até derramar algumas lágrimas para aliviar a raiva, a decepção, a frustração. Reclamar é bom e dá uma sensação de leveza, mas, como quase tudo na vida, requer equilíbrio.

Há quem pareça incorporar as reclamações como parte de seu estilo de vida em vez de adotá-las em momentos oportunos, como forma de desabafo. E mais: lamentam não só problemas pontuais, rotineiros, mas falam o tempo todo de mazelas pessoais. Saldo bancário no vermelho, falta de tempo, brigas com o par e solidão são itens de um interminável cardápio de motivos de queixas. “As pessoas que reclamam muito nem se dão conta disso, elas já saem reclamando. É uma maneira de chamar atenção para si mesmas. O pior é que, normalmente, nem percebem o efeito que isso tem em suas vidas e na de quem está perto”, diz a psicóloga Heloisa Schauff.

Segundo especialistas em comportamento, a reclamação é um hábito bastante destrutivo, pois acaba em poucos instantes com a possibilidade de se fazer coisas criativas e com o entusiasmo de abraçar um novo projeto e dificulta, e muito, tarefas simples do dia a dia. “Reclamões”, em geral, são tidos como desagradáveis, chatos e acabam afastando as pessoas por seu desânimo, amargura, falta de foco e desmotivação. Não param muito nos empregos e/ou costumam perder boas oportunidades na carreira, em parte porque não têm um grande círculo de amigos e vão ficando isolados. “São pessoas com baixa autoestima, por se sentirem inseguras, e que encontram na reclamação uma justificativa para não se expandir nem para se esforçar”, explica Heloisa. Há um receio de ser julgado, inclusive por si mesmo.

Por essa lógica, a mania de reclamar funciona como uma espécie de zona de conforto. Em vez de agir e tomar uma atitude para lidar com aquilo que o chateia, quem costuma reclamar em excesso fica preso a velhos conceitos porque o novo gera medo e insegurança. E como a pessoa não consegue agir positivamente em busca de uma mudança, começa a perder a alegria de viver, sente-se cada vez pior com o fato de não conseguir perseverar e virar o jogo e pode caminhar para uma depressão.

Mas como se livrar desse hábito tão nocivo? “É preciso um esforço consciente para mudar os padrões mentais negativos, os pensamentos automáticos, o comportamento de vitimização”, responde Heloisa Schauff. Para isso é preciso insistir e se dedicar firmemente. Sempre que o indivíduo se deparar com uma situação adversa, deve avaliá-la e pensar no que poderia fazer para, evitá-la, minimizá-la ou resolvê-la e, então, partir para a ação. Desenvolver e adotar atitudes e emoções mais positivas no dia a dia, pensando sempre no momento presente, ajuda muito.

Para a psicóloga Maria Célia de Abreu, um dos grandes ganhos em abandonar o costume é assumir o controle da própria vida. “Quem reclama não chama para si a responsabilidade por isso ou aquilo andar mal, o que pode abalar a própria autoimagem, nem toma a iniciativa de fazer algo para que as questões sejam resolvidas”, afirma. Segundo Maria Célia, a pessoa “reclamona” se defende numa posição de estar imobilizada e joga toda a responsabilidade nos outros, ou nos fatos, coisas sobre as quais não tem controle. Só que essa posição estagnada não traz realização; traz insatisfação, aborrecimento. “É importante tomar conhecimento desse mecanismo, para partir para a decisão de parar de reclamar e agir, ou então parar de reclamar e aceitar”, declara a especialista.

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