Aprenda as dez técnicas mais efetivas para cativar pessoas no trabalho e garantir o sucesso

*Notícia de: Portal UOL Mulher

Não basta ter feito os melhores cursos, dominar os assuntos da área e esbanjar conhecimento e competência. Em um ambiente corporativo, os relacionamentos interpessoais são de suma importância para o sucesso de qualquer carreira. Cativar os colegas de trabalho ajuda não só a turbinar o networking, como facilita –e muito– a rotina em uma empresa. De quebra, contribui para sua ascensão profissional. Veja dez atitudes que sempre dão certo:

1.Circular pelos departamentos
Para o especialista em desenvolvimento profissional, liderança e gestão de pessoas Renato Grinberg, o primeiro passo para cativar pessoas, seja qual for a circunstância, é se interessar por elas. Em uma empresa, isso é fundamental e, na prática, significa sair da zona de conforto de um grupo -ou panelinha- e travar conhecimento com colaboradores de outras equipes. “Esses relacionamentos podem ser bastante promissores e ajudam a entender os objetivos e o funcionamento de cada departamento, o que sempre é útil e proveitoso para a carreira”, afirma.

2. Ter pró-atividade no momento certo
Em muitos ambientes corporativos que ainda têm graus de conservadorismo, a chance de falar ou propor algo ainda é novidade. “As pessoas ainda não sabem direito como ser pró-ativas”, afirma Aline Souki, professora da Fundação Dom Cabral, centro de desenvolvimento de executivos, empresários e gestores. Ela avisa que, em primeiro lugar, é preciso saber para quem demonstrar a pró-atividade, para ter o cuidado de não atropelar hierarquias. Para Renato Grinberg, é essencial não apresentar ideias soltas, mas sim propostas que de fato agreguem valor e/ou ofereçam soluções à empresa. “Seus valores precisam ser congruentes com os valores da organização para gerar resultado, admiração e respeito”, completa Branca Barão, especialista em comportamento humano e programação neurolinguística (PNL).

3. Tratar todos de modo igual
Os especialistas são unânimes: não há nada mais cativante do que tratar as pessoas da mesma maneira educada e gentil. Não basta se derreter em sorrisos ao encontrar o presidente da companhia no elevador e fazer de conta que nem vê a moça que serve o café ou o porteiro. As regras clássicas de educação –dar “bom dia”, pedir “por favor” e dizer “com licença”– são sempre bem-vindas. E notadas pelos colegas e superiores.

4. Saber ouvir é fundamental
Evitar uma postura defensiva também soma pontos. Quem sabe ouvir uma crítica –atenção: isso não quer dizer aceitá-la se for injusta– demonstra maturidade, respeito e profissionalismo. “Muita gente se irrita com facilidade, não tem paciência para ouvir um feedback até o fim e já quer falar mais alto do que o interlocutor”, diz Renato Grinberg. Mesmo que não concorde com o conteúdo da conversa, ou pense em uma ideia melhor do que a outra pessoa, espere que ela termine para, só então, começar o seu discurso.

5. Decifrar os códigos da empresa
Uma multinacional japonesa tem uma rotina muito diferente de uma agência de publicidade. Enquanto na primeira, os horários e o vestuário dos funcionários seguem padrões mais rígidos, na segunda, a informalidade é que dá o tom. Exemplos extremistas à parte, o fato é que é importante pesquisar a fundo na internet sobre a empresa em que se pretende trabalhar para evitar micos e foras que podem prejudicar uma carreira promissora. “E, assim que conquistar o cargo, observe bem como agem os colaboradores mais antigos, já acostumados às políticas e à personalidade da empresa”, declara a psicóloga organizacional Izabel Failde.

6. Vestir-se de modo adequado
O “adequado” em questão não significa o conceito ultrapassado de formalidade, a não ser que a empresa o exija, e sim de um modo que não destoe muito do estilo dos colegas e do ambiente da empresa, de modo geral. O excesso de sensualidade para mulheres e de despojamento para os homens não costuma pegar bem nem em cenários pouco convencionais. Por quê? A pessoa acaba se tornando mais conhecida pelas roupas que veste do que pelo desempenho profissional. A psicóloga Izabel Failde lembra que muitas empresas têm cancelado o “casual day”, que costuma acontecer às sextas, por conta de abusos. “Há quem vá trabalhar com o traje que pretende usar na balada logo mais à noite”, conta.

7. Não invadir o espaço alheio
Ser solícito é bem diferente de ser invasivo. Uma coisa é oferecer ajuda à colega que não chegou com uma cara muito boa no escritório; outra bem diferente é disparar mil perguntas para tentar saber o que houve. “As pessoas passam muito tempo no ambiente de trabalho e é mesmo muito difícil separar a parte profissional da pessoal. No entanto, o respeito ao ritmo alheio é um dos preceitos básicos de um bom convívio”, explica o consultor Renato Grinberg. “Portanto, nada de se intrometer na irritação ou no silêncio alheios, a não ser, é claro, que isso prejudique o andamento das atividades”.

8. Otimizar o expediente
Já há algum tempo a atitude de permanecer no escritório após o horário de trabalho é tida como negativa, sinônimo de que a pessoa é desorganizada e pouco produtiva. Porém o expediente prolongado, em alguns casos, pode ser fruto de dedicação a um novo projeto ou de uma época de maior demanda de atividades. Se o cumprimento das tarefas não for possível durante o expediente, há duas alternativas: pedir ajuda, o que sempre é producente, ou avisar o gestor que precisará estender o horário. “Caso contrário, a pessoa fica mesmo mal vista pela equipe”, explica Izabel Failde.

9. Não falar só de trabalho
Ninguém gosta de conviver com uma pessoa que só sabe falar de trabalho. “É preciso ter vida, e uma vida produtiva, longe da empresa”, afirma Aline Souki, da Fundação Dom Cabral. “Se interessar por literatura, cinema, teatro, artes plásticas e outros assuntos ajuda não só a recarregar as baterias para o dia a dia profissional, como oferece um repertório para as conversas e aguça a criatividade”.

10. Usar as redes sociais como marketing
Mesmo nas profissões mais liberais, do ponto de vista comportamental, o excesso de reclamações, desabafos ou posts muito pessoais pode comprometer o que as pessoas pensam de você. Talvez seu chefe não se incomode ou até ache graça de suas picuinhas amorosas virtuais, mas certamente alguém vai ter opinião bem negativa a seu respeito ao lê-las. “Um mínimo de privacidade é necessário”, diz Izabel Failde.

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