Cuidados que um profissional deve ter com a depilação a laser

Notícia de: Portal Beauty Fair

Falta de habilidade profissional ou má qualidade de equipamento de depilação a laser, podem deixar sequelas permanentes no paciente. Todo cuidado é pouco quando se trata desses procedimentos, pois eles podem queimar, deixando cicatrizes e manchas claras e escuras na pele.

O uso inadequado da técnica pode ter um resultado oposto, até mesmo aumentando a quantidade de pelos. “Sempre deve haver um médico que realiza ou supervisiona a aplicação e observar os resultados. Na primeira sessão, já deve haver uma redução dos pelos e, apesar de não ser indolor, o paciente não pode sentir uma dor absurda, pois isso pode significar que o está sendo uma quantidade excessiva de energia”, comenta a dermatologista Annia Cordeiro. A profissional ainda alerta que a clínica que realiza o procedimento deve contar com um profissional médico que esteja disponível para atender em caso de complicação.

Ser sincero na avaliação também é imprescindível para o resultado da técnica, por isso o profissional precisa ser crítico e sincero com o paciente, pois nem todos terão bons resultados com a depilação a laser. “O tratamento não é eficiente em pessoas com pelos muito claros ou ralos, pois o laser usa o pigmento presente na raiz do pelo para eliminá-lo. Além disso, pessoas com pele mais escura precisam ser alertadas sobre o risco maior que têm de apresentar manchas. Não adianta o profissional aceitar todos os pacientes, sem explicar as diferenças e chances de sucesso em cada caso”, afirma.

A dermatologista alerta ainda para os casos em que a depilação a laser é contraindicada. “Pessoas com doenças autoimunes, como lupus e alergias à luz, não podem se submeter aos tratamentos com laser. Em relação à idade, em pré-adolescentes o resultado pode não ser definitivo, podendo necessitar mais sessões. Pacientes em tratamento com isotretinoina, para acne, por exemplo, também, não devem fazer. Além disso, pacientes com problemas de cicatrização devem receber atenção especial, não devendo usar energia muito alta para não arriscar uma queimadura e, consequentemente, uma cicatriz indesejada”, ressalta.

Apesar do avanço nas técnicas de depilação a laser, Annia lembra que ainda nenhuma técnica é indolor, mas que a intensidade varia da sensibilidade de cada paciente. Em alguns casos, podem ser utilizadas pomadas anestésicas e, se necessário, em pacientes com muitos pelos ou áreas muito extensas, o procedimento pode ser realizado no hospital, sob sedação. “É importante alertar os pacientes que ainda que seja definitiva para a maioria das pessoas, a depilação a laser não é definitiva em 100% dos casos. Há casos – como os de alteração hormonal, gestação e utilização da técnica em pessoas muito jovens – em que pode haver a recorrência. Sabe-se, também, que há um percentual dos pelos que não responderão nunca ao tratamento.”

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