O homem de três pernas

Parábola linda, que mostra que não devemos desistir.

No planeta Equilibrium Necessarium, Freitas Tripé Júnior era ainda uma criança. Guardemos este nome.

Neste mundo, todos tinham três pernas. Eram chamadas, cientificamente, de Equilibrium Social, Equilibrium Pessoal e Equilibrium Profissional. Andavam engraçado, andavam girando, quase que dançando. Uma vida a bailar.

Era obrigação de todos os Equilibristas (nome dado aos habitantes deste lugar) cuidarem das pernas. Se não estivessem reforçadas e bem dosadas, era tombo na certa. E levantar, não era tarefa fácil. Para terem ideia, existiam Plantonistas Equilibrium espalhados a cada esquina, caso um habitante se estabarracasse no chão. A queda de um podia ser a queda de outro tantos que vinham atrás. O Plantonistas Equilibrium precisavam agir rápido.

Até os 15 anos, todos eram regidos por uma “força maior” do planeta, que permitia o pleno andar dos habitantes. Até esta idade, não tinham que se preocupar em cuidar dar pernas sozinhos. O mundo conspirava a favor. Mas, depois, tinham responsabilidade de zelarem cada um por si.

Mas eram muitos os tombos.Freitas Tripé Júnior perdera o pai em um destes tombos.

Freitas Tripé, o pai, era um profissional muito dedicado e de sucesso. Diretor de uma das mais importantes empresas deste planeta, dedicava-se, praticamente, todo seu tempo em superar-se no trabalho. Apoiava-se, exclusivamente, em sua perna profissional. As outras eram, meramente, muletas. Um certo dia, adoeceu. Ficou afastado por 3 meses do trabalho. Descobriu, então, que as outras duas perna não eram suficientes para mantê-lo em pé. Nunca se preocupou em cuidar delas. Eram fracas. Não tinha uma perna social estruturada, não tinha amigos e pessoas para lhe ajudarem em um momento tão doloroso. Não
tinha a perna pessoal organizada e não soube lidar com o afastamento do trabalho, seu porto seguro. Os tombos foram tantos que faleceu de uma doença chamada ‘Faltou Reservas Vitais’. Doença maligna e fatal.

Júnior ficou muito abalado e só não ficou pior porque ainda era uma criança e o mundo conspirava a seu favor. Mesmo nos dias mais difíceis, a ‘força maior’ o sustentava e, mesmo com as pernocas fracas, não caiu.

Freitas Júnior cresceu e decidiu ser um Plantonista Equilibrium. A escola que formava estes jovens era muito rígida e diplomar-se não era fácil. Estes profissionais tinham que aprender, e praticar, a tarefa mais difícil deste planeta: não cair. E não levar tombos não significava não ter problemas. Significava ter apoio e estrutura enquanto os problemas.

Júnior devia isto ao pai e seguiu seu caminho.

Freitas Tripé Júnior, assim como o pai, foi um profissional de sucesso. Não só formou-se um Plantonista Equilibrium de primeira linha, como, depois, montou sua própria filial.

Freitas Tripé Júnior, diferente do pai, também foi um homem de sucesso. Dedicava-se muito ao trabalho mas nunca deixou de zelas por suas outras duas pernas. Sim, aconteceu, por mais de uma vez, de fraquejar no trabalho. Mas sempre que isto ocorreu, suas outras duas pernas o sustentava e o impulsionava enquanto cuidava da recuperação da pernoca profissional. Também
teve problemas pessoais, inclusive uma separação inesperada. Freitas Tripé Júnior ganhou um belo trio de chifres. A perna pessoal desmoronou. Mas ele tinha amigos e um trabalho estruturado. Tinha reservas. Logo se reergueu.

 

Texto de: Portal Administradores

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